sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

O MONGE E O EXECUTIVO: UMA HISTÓRIA SOBRE LIDERANÇA. Síntese elaborada por CEZAR SENA

Capítulo 1

AS DEFINIÇÕES
“Estar no poder é como ser uma dama. Se tiver que lembrar às pessoas que você é, você não é.” – Margaret Thatcher

Isso mesmo, cada um de vocês se comprometeu voluntariamente a ser pai, mãe, esposo ou esposa, ou o que quer que seja. Ninguém forçou vocês a desempenhar nenhum desses papéis, e vocês estão livres para deixa-los quando quiserem. P.24
O papel do líder é extremamente exigente. P.24
Há um propósito para sua presença e espero que o descubram durante o tempo que passarmos juntos esta semana. P.24
Lembre-se que sempre que duas ou mais pessoas se reúnem com um propósito, há uma oportunidade de exercer liderança. P.24
Você gerencia seu inventário, seu talão de cheques, seus recursos. Você pode até gerenciar a si mesmo. Mas você não gerencia seres humanos. Você gerencia coisas e lidera pessoas. P.25
Liderança: É a habilidade de influenciar pessoas para trabalharem entusiasticamente visando atingir aos objetivos identificados como sendo para o bem comum. Uma habilidade é simplesmente uma capacidade adquirida. P.25
Poder: É a faculdade de forçar ou coagir alguém a fazer sua vontade, por causa de sua posição ou força, mesmo que a pessoa preferisse não o fazer. P.26
Autoridade: A habilidade de levar as pessoas a fazerem de boa vontade o que você quer por causa da sua influência pessoal. P.26
E notem que poder é definido como uma faculdade, enquanto autoridade é definida como uma habilidade. A autoridade diz respeito a quem você é como pessoa, o seu caráter e à influência que estabelece sobre as pessoas. P.27
O poder corrói os relacionamentos. P.28
Comportamento é escolha. P.33
Tudo na vida gira em torno dos relacionamentos – com Deus, conosco, com os outros. Os líderes verdadeiramente grandes têm essa capacidade de construir relacionamentos saudáveis. P.35
Sem confiança é difícil senão impossível conservar um bom relacionamento. A confiança é a cola que gruda os relacionamentos. P.37

Capítulo 2

O VELHO PARADIGMA
“Se você não mudar a direção, terminará no mesmo lugar de onde partiu.” – Antigo Provérbio Chinês.

Número um, se você me interrompeu, é porque não estava prestando muita atenção ao que eu dizia, já que sua cabeça estava ocupada com a resposta. Número dois, se você se recusa a me ouvir, não está valorizando minha opinião. Finalmente, você deve acreditar que o que tem a dizer é muito mais importante do que o que eu tenho a dizer. Essas mensagens são desrespeitosas, e como líder você não pode enviá-las. P.40
Sentimentos de respeito devem se expressar através de suas ações de respeito. P.40
Paradigma é uma boa palavra. Paradigmas são simplesmente padrões psicológicos, modelos ou mapas que usamos para navegar na vida. P.42
Desafiar os velhos caminhos requer muito esforço, mas acomodar-se nos paradigmas ultrapassados, também. P.44
A mudança nos desinstala, nos tira da nossa zona de conforto e nos força a fazer coisas de modo diferente, o que é difícil. Quando nossas ideias são desafiadas, somos forçados a pensar nossa posição, e isso é sempre desconfortável. P.44
Um trilho é uma espécie de caixão sem alças. P.44
A natureza nos mostra claramente que você está vivo e crescendo, morto ou declinado. P.44
George Bernard Shaw disse uma vez que o homem sensato se adapta ao mundo; o insensato persiste em adaptar o mundo a si mesmo; portanto, todo o progresso depende do homem insensato. P.45
Viver segundo a regra de ouro, que diz: “Quem tem o ouro faz as regras.” P.46
O papel do líder é servir. P.50
Um líder é alguém que identifica e satisfaz as necessidades legítimas de seus liderados e remove todas as barreiras para que possam servir ao cliente. De novo, para ser líder você tem que servir. P.51
Os escravos fazem o que os outros querem, os servidores fazem o que os outros precisam. Há um mundo de diferença entre satisfazer vontade e satisfazer necessidades. P.52
As crianças e os adultos precisam de um ambiente com limites, um lugar onde haja padrões estabelecidos e onde as pessoas sejam responsáveis. Elas podem não querer limites e responsabilidade, mas precisam de limites e responsabilidade. P.52
- E como você diferencia necessidades de vontades? P.53
- Uma vontade – é simplesmente um anseio que não considera as consequências físicas ou psicológicas daquilo que se deseja. Uma necessidade, por outro lado, é uma legítima exigência física ou psicológica para o bem-estar do ser humano. P.53
Pessoas diferentes têm necessidades diferentes, e por isso acho que o líder precisa ser flexível. P.53
Maslow afirma que estabelecer limites, regras e padrões são fundamentais para satisfazer as necessidades de segurança e proteção. P.55
O líder deve incentivar e dar condições para que as pessoas se tornem o melhor que podem ser. P.56

Capítulo 3
O MODELO
“Quem quiser ser líder deve ser primeiro servidor. Se você quiser lidera, deve servir.” – Jesus Cristo.

“Em nossas reuniões de executivos, se dez concordarem com tudo, nove provavelmente são desnecessários.” P.59
A obediência, entre outras coisas, também tem feito maravilhas para quebrar meu falso ego e meu orgulho. P.60
Concordamos que liderança era a capacidade de influenciar pessoas para trabalharem entusiasticamente na busca dos objetivos identificados como sendo para o bem comum. Está certo? P.61
- Bem, não conheço ninguém, vivo ou morto, que possa chegar perto de Jesus Cristo na personificação dessa definição. Vamos olhar os fatos. Hoje, mais de dois bilhões de pessoas, um terço dos seres humanos deste planeta, se dizem cristãos. A segunda maior religião do mundo, o islamismo, é menos da metade menor do que o do cristianismo. Dois dos maiores dias santos deste país, Natal e Páscoa, são baseados em eventos da vida de Jesus, e nosso calendário até conta os anos a partir do nascimento dele, há dois mil anos. Não me importa se você é budista, hinduísta, ateu ou da “igreja da moda”, ninguém pode negar que Jesus Cristo influenciou bilhões, hoje e ao longo da história. Ninguém está perto do segundo lugar. Ele nunca usou poder, nunca forçou ou coagiu ninguém a segui-lo. P.61
O papel da liderança é servir, isto é, identificar e satisfazer as necessidades legítimas. Nesse processo de satisfazer necessidades será preciso frequentemente fazer sacrifícios por aqueles a quem servimos. P.67
Quando uso a palavra amor eu me refiro a um comportamento e não a um sentimento. “O amor é o que o amor faz” P.68
O amor é sempre fundamentado na vontade. Intenções – ações = nada. P.69
É preciso ter vontade para escolhermos amar, isto é, sentir as reais necessidades, e não os desejos, daqueles que lideramos. P.70

Capítulo 4
O VERBO
“Não tenho necessariamente que gostar de meus jogadores e sócios, mas como líder deve amá-los. O amor é lealdade, o amor é trabalho de equipe, o amor respeita a dignidade e a individualidade. Esta é a força de qualquer organização.” – Vince Lombardi

Todo mundo tem uma religião, John. Todos nós temos a espécie de crença a respeito da origem, natureza e finalidade do universo. Nossa religião é simplesmente nosso mapa, nosso paradigma, as crenças com que respondemos às difíceis questões existenciais. São perguntas assim: como o universo foi criado? O universo é um lugar seguro ou hostil? Porque estou aqui? O universo foi feito ao acaso ou há uma finalidade maior? Há algo maior que a morte? Todos nós pensamos nessas coisas, claro que alguns mais do que outros. Até os ateus são pessoas religiosas, porque eles também têm respostas para essas perguntas. P.73
Tudo na vida é relacional, tanto verticalmente para Deus quanto horizontalmente para o próximo. Cada um de nós tem que fazer escolhas a respeito desses relacionamentos. Para crescer e amadurecer, os relacionamentos têm que ser cuidadosamente desenvolvidos e alimentados. Cada um de nós deve fazer suas escolhas a respeito do que acredita e do que essas crenças representam em nossa vida. P.74
Procurei amor no dicionário. Havia três definições e eu escrevi todas: número um, forte afeição; número dois, ligação calorosa; número três, atração baseada em sentimentos sexuais. P.75
Eros – se deriva a palavra erótico, e significa sentimentos baseados em atração sexual e desejo ardente. P.76
Storgé – palavra grega, significa afeição, principalmente com a família e entre os seus membros. Nem eros nem storgé aparecem nas escrituras do Novo Testamento.
Philos – outra palavra grega para amor, quer dizer fraternidade, amor recíproco. Uma espécie de amor condicional, do tipo “você me faz o bem e eu faço o bem a você”.
Agapé – finalmente, os gregos usavam esse substantivo e o verbo correspondente agapaó, para descrever um amor incondicional, baseado no comportamento com os outros, sem exigir nada em troca. É o amor da escolha deliberada. Quando Jesus fala de amor no Novo Testamento, usa a palavra agapé, um amor traduzido pelo comportamento e pela escolha, não o sentimento do amor. P. 76
Jesus Cristo não queria dizer que nós devemos fazer de conta que as pessoas ruins não são ruins, ou nos sentir bem a respeito de pessoas que agem indignamente. O que ele queria dizer era que devemos nos comportar bem em relação a elas. P.76
Nem sempre posso controlar o que sinto a respeito de outra pessoa, mas posso controlar como me comporto em relação a outras pessoas. P.77
É a epístola aos Coríntios, que fala das características do amor não é? P.77
Essa mesmo. É o capítulo treze. Diz em essência, que o amor é paciente, bom, não se gaba nem é arrogante, não se comporta inconvenientemente, não quer tudo só para si, não condena por causa de um erro cometido, não se regozija com a maldade, mas com a verdade, suporta todas as coisas, aguenta tudo. O amor nunca falha. P.78
Amor agapé e liderança são sinônimos. P.78
O pregador apropriou-se de meus comentários, dizendo: “Disciplina vem da mesma raiz de discípulo, que significa ensinar ou treinar”. O objetivo de qualquer ação disciplinar deve ser corrigir ou mudar o comportamento, treinar a pessoa, e não punir a pessoa. E a disciplina pode ser progressiva: primeira advertência, segunda advertência e, por último, “você não pode mais fazer parte desse time”. P.80
Prestar atenção às pessoas foi o que importou. E eu acabei acreditando que, de longe, a melhor maneira que temos de fazer isso é ouvindo-as ativamente. P.81
Há quatro maneiras essenciais de nos comunicarmos com os outros – ler, escrever, falar e ouvir. P.82
Há um efeito catártico em fazer-se ouvir atentamente por outra pessoa e poder expressar-lhe nossos sentimentos. “Aqueles que precisam ouvir os apelos e gritos de seu povo devem fazê-lo com paciência. Porque as pessoas querem muito mais atenção para o que dizem do que para o atendimento de suas reivindicações”. Prestar atenção às pessoas é uma necessidade humana legítima, que não devemos negligenciar como líderes. O papel do líder é identificar e satisfazer necessidades legítimas. Uma das principais tarefas do amor é prestar atenção às pessoas. P.83
Quando começa a procurar o bem nos outros, ficando atento para o que as pessoas fazem bem, de repente você começa a ver coisas que nunca tinha visto antes. Receber elogio é uma legítima necessidade humana, essencial nos relacionamentos saudáveis. Entretanto, há duas coisas importantes a considerar. Uma é que o elogio deve ser sincero. Dois, deve ser específico. P.85
Acho que o que queremos de nossos líderes é autenticidade, a autenticidade, a habilidade de serem verdadeiros com as pessoas. P.86
Humildade para mim é pensar menos a respeito de si mesmo. P.86
“Ser humilde é ser real e autêntico com as pessoas e descartar as máscaras falsas.” P.87
A liderança requer muito amor. Os líderes devem escolher se desejam ou não dedicar-se àqueles que lideram. O líder deve ter um interesse especial no sucesso daqueles que lidera. De fato, um de nossos papéis como líder é apoiá-los e incentivá-los para que se tornem bem-sucedidos. P.88
Lembre-se, tudo o que o líder faz envia uma mensagem. P.89
Atrasar-se é um comportamento extremamente desrespeitoso e, pior, cria hábito. P.89
Abnegação significa satisfazer as necessidades dos outros, mesmo que isso implique sacrificar suas próprias necessidades e vontades. P.89
Satisfazer necessidades, e não vontades, ser um servidor, não um escravo. P.90
Perdoar não significa desconhecer as coisas ruins que acontecem, nem deixar de lidar com elas à medida que surgem. P.90
A próxima vez que vocês forem comer ovos com bacon lembre-se disto: a galinha estava envolvida, mas o porco estava comprometido! P.93
O líder comprometido dedica-se ao crescimento e aperfeiçoamento de seus liderados. P.93
Quando optamos por amar e doar-nos aos outros, estamos aceitando ser pacientes, bons, humildes, respeitosos, abnegados, generosos, honestos e comprometidos. P.93
Quando servimos e nos sacrificamos, construímos autoridade. E quando tivermos construído autoridade com as pessoas, então ganharemos o direito de sermos chamados de líderes. P.94
Todos nós sabemos que os sentimentos vêm e vão, e é o compromisso que nos sustenta. P.95
Amar não é como você se sente em relação aos outros, mas como se comporta em relação aos outros. O verbo amar pode ser definido como o ato ou os atos de doação aos outros, identificando e atendendo suas legítimas necessidades. P.95

Capítulo 5
O AMBIENTE
“Homens e mulheres desejam fazer um bom trabalho. Se lhes for dado o ambiente adequado, eles o farão.” – Bill Hewlett, fundador, Hewlett – Packard

Suas ações sempre falarão mais alto e serão mais importantes do que suas palavras. P.98
“Ame seu próximo como a si mesmo”, e não a você mesmo. P.98
Nós amamos verdadeiramente nosso próximo quando nos preocupamos com seu bem-estar da mesma forma como nos preocupamos com o nosso. P.99
O melhor que podemos fazer é criar as condições adequadas para que o crescimento se dê. P.100
Eu aprendi essa metáfora quando li o best-seller de Stephen Covey, Os 7 Hábitos de Pessoas Altamente Eficazes. A metáfora da conta relacional. Fazemos depósitos nessas contas sendo confiáveis e honestos, dando às pessoas consideração e reconhecimento, mantendo nossa palavra, sendo bons ouvintes, não falando de outras pessoas pelas costas, usando a simples cortesia de um olá, por favor, obrigado, desculpe, etc. Fazemos retirados sendo agressivos, descorteses, quebrando promessas e compromissos, apunhalando os outros pelas costas, sendo maus ouvintes, cheios de empáfia, arrogância, etc. P.103
Tudo o que o líder faz envia uma mensagem. P.104
Pessoas que se apoiam no poder em geral se sentem ameaçadas pelas pessoas que se apoiam na autoridade. Quando isso acontece, as pessoas do poder reagem, criando situações inconfortáveis para as outras, chegando às vezes a demiti-las. P.106
Não podemos mudar ninguém. “A única pessoa que você pode mudar é você mesmo.” Tolstoi disse que todos querem mudar o mundo, mas ninguém quer mudar a si mesmo. Como líderes, podemos fornecer todas as condições, mas são as pessoas que devem fazer as próprias escolhas para mudar. O melhor que podemos fazer é fornecer o ambiente certo e provocar um questionamento que leve as pessoas a se analisarem para poderem fazer suas escolhas, mudar e crescer. P.109
“Como você consegue ter todos tão entusiasmados em seu time?” Lou Holtz respondeu: “É muito simples. Eu elimino os que não são.” P.110


Capítulo 6

A ESCOLHA

Se o time da liderança estiver na página certa, o resto seguirá naturalmente. P.111
Sentimentos positivos vêm de comportamentos positivos. P.112
A práxis diz que, se me comprometo a amar uma pessoa e a me doar a quem sirvo, e sintonizo minhas ações e comportamentos com esse compromisso, com o tempo passarei a ter sentimentos positivos em relação a essa pessoa? Os sentimentos virão em consequência do comportamento. P.113
Alongar-se e fazer nascer músculos emocionais é como alongar e fazer crescer músculos físicos. É difícil no princípio. Mas com compromisso e exercício adequado – prática – os músculos emocionais, assim como os físicos, se alongam, ficam maiores e mais fortes do que você possa imaginar. Simeão não permitiu que eu me escondesse atrás das minhas justificativas. P.114
Embora Freud tenha dado imensa contribuição ao campo da psiquiatria, e por isso lhe devemos ser gratos, ele plantou as sementes do determinismo que tem dado à nossa sociedade todas as desculpas para os maus comportamentos, evitando assim assumir a responsabilidade adequada por seus atos. P.116
Ele acreditava que nossas opções e ações são determinadas por forças inconscientes das quais nunca nos damos conta completamente. O determinismo ambiental me permite culpar meu chefe pela desgraçada qualidade de minha vida profissional, o que explica por que eu me comporto mal no trabalho! Tenho toneladas de novas desculpas para meu mau comportamento. Isso não é ótimo? P.117
Mas, embora eu possa ser predisposto a ter problema com álcool, faz sentido colocar a responsabilidade pela bebida em meu pai ou meu avô? Ou cabe a mim escolher tomar aquele primeiro gole ou não? P.118
A habilidade de escolher nossa resposta é uma das glórias do ser humano. P.119
Viktor Frankl escreveu um livro famoso chamado “Busca de Significado”. P.119
O homem tem ambas as potencialidades dentro de si mesmo: a que se efetiva depende das decisões, não das condições. P.120
Há apenas duas coisas na vida que vocês têm que fazer. Vocês têm que morrer e fazer escolhas. O filósofo dinamarquês Kierkegaard uma vez disse que não tomar uma decisão já é uma decisão. Não fazer uma escolha é uma escolha. P.121
Através da disciplina, podemos fazer com que o não natural se torne um hábito. P.123
Eu achava que liderança era estilo, mas agora sei que liderança é essência, isto é, caráter. P.125
“Pensamentos tornam-se ações, ações tornam-se hábitos, hábitos tornam-se caráter, e nosso caráter torna-se nosso destino.” P.125

Capítulo 7
A RECOMPENSA
“Para cada esforço disciplinado há uma retribuição múltipla” – Jim Rohn

Santo Agostinho disse que devemos pregar o evangelho em toda parte aonde formos e usar palavras só quando necessário. Quanto mais quebro meu orgulho e meu ego, mais alegria tenho na vida. Só Deus sabe o quanto lutei e ainda luto para desapegar-me e doar-me aos outros. Não vemos o mundo como ele é, nós o vemos como somos. P.127
Percepção seletiva – vemos e encontramos as coisas que procuramos. P.128
O líder que opta pela autoridade e influência precisa fazer muitas escolhas e sacrifícios. É necessária muita disciplina. A disciplina exige dedicação e trabalho duro, mas em compensação sempre traz prêmios. P.128
Quando se tem essa visão a vida passa a ter um propósito e um significado. P.129
Se não tivermos um objetivo definido, nos dispersaremos em ações sem sentido. P.130
Se aderirem ao líder, elas irão aderir a qualquer declaração de missão que o líder tiver. P.130
“Se você tivesse que viver sua vida outra vez, o que faria de maneira diferente?” As três principais respostas foram que elas se arriscariam mais, refletiriam mais e realizariam mais coisas que permanecessem depois que elas se fossem. P.130
No fim, a única questão importante será: que diferença nossas vidas fizeram no mundo? P.131
Os que seguem a multidão nunca serão seguidos por ela. P.131
“Quando você nasceu, você chorou e o mundo se regozijou. Viva sua vida de tal maneira que, quando você morrer, o mundo chore e você se regozije.” P.131
Vince Lombardi disse: “Nós não temos que gostar dos colegas e sócios, mas, como líderes, somos instados a amá-los e trata-los como gostaríamos de ser tratados.” Não amar no sentido de como nos sentimos uns em relação aos outros, mas na maneira como nos comportamos uns com os outros. P.132
A alegria é um sentimento muito mais profundo, que não depende de circunstâncias externas. Alegria é satisfação interior e a convicção de saber que você está verdadeiramente em sintonia com os princípios profundos e permanentes da vida. Servir aos outros nos livra das algemas do ego e da concentração em nós mesmos que destroem a alegria de viver. P.133
Essas pessoas que deixam de crescer se tornam cada vez mais egoístas e autocentradas. Elas constroem muros emocionais em torno de si. Em The Religions of Man, de Smith, afirma que o maior problema do homem, desde o princípio dos tempos, é a sua natureza autocentrada, seu orgulho, seu egoísmo. Algumas religiões referem-se a isso como pecado. Smith conclui que todas as grandes religiões do mundo ensinam a superar nossa natureza egoísta. Doar-se aos outros é aprender a fazer o que não é natural. P.134
Amar aos outros, doar-nos e liderar com autoridade nos forçam a quebrar nossos muros de egoísmo e ir ao encontro das pessoas. Quando negamos as nossas próprias necessidades e vontades e nos doamos aos outros, crescemos. Tornando-nos menos autocentrados e mais conscientes dos outros. A alegria é uma consequência dessa doação. P.135
Uma vez perguntaram ao Dr. Karl Menninger, famoso psiquiatra, o que ele recomendaria a alguém que estivesse a ponto de ter uma crise nervosa. Ele disse para a pessoa sair de casa, ir ao encontro de alguém necessitado e ajudar essa pessoa. Dr. Albert Schweitzer disse: “Eu não sei qual será seu destino, mas uma coisa eu sei. Os únicos que serão realmente felizes são os que buscaram e descobriram o que é servir.” P.135
Amar aos outros nos faz sair de nós mesmos. Amar aos outros nos força a crescer. Insanidade é continuar a fazer o que você sempre fez, desejando obter resultados diferentes! P.136

EPÍLOGO
“Uma jornada de duzentos quilômetros começa com um simples passo.” – Provérbio Chinês
Eu começava a compreender que as qualidades que mais me irritava nos outros, em pessoas como o sargento, eram qualidades que eu não gostava em mim mesmo. P.137
Syrus disse que de nada vale aprender bem se você deixar de fazer bem. P.138

O MONGE E O EXECUTIVO: UMA HISTÓRIA SOBRE LIDERANÇA. C. HUNTER, James. Rio de Janeiro. Editora Sextante, 2004.

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