quinta-feira, 13 de outubro de 2016

PROFESSOR, PARA QUE?


CEZAR SENA

MESTRE EM EDUCAÇÃO: Psicologia da Educação, PUC/SP, MBA: Gestão Empreendedora Educação, UFF/SESI; Especialista em Gestão da Escola – FE/USP, Psicopedagogo Institucional e Clinico, Especialista em Educação Infantil e Pedagogo. Professor/orientador CENSUPEG - BRASIL, Diretor da EE Tenente Ernesto Caetano, de Souza. E-mail: cezar.sena@hotmail.com

Sempre que chega o mês de outubro e com ele o dia dos professores, um questionamento vem à tona: qual é o papel do professor na sociedade moderna?

Recorro a Paulo Freire, para apontar a importância e a necessidade dos professores. Em sua obra Pedagogia da Esperança ele escreve: “não importa em que sociedade estejamos, em que mundo nos encontremos, não é possível formar agricultores ou filósofos, engenheiros ou pedreiros, físicos ou enfermeiros, educadores ou mecânicos, dentistas ou torneiros, sem uma compreensão de nós mesmos enquanto seres históricos, políticos, sociais e culturais; sem uma compreensão de como a sociedade funciona. E para isso o treinamento supostamente técnico não dá”.
Neste sentido precisamos conhecer ainda mais o meio no qual estamos inseridos, quem são nossos alunos, suas famílias, seus anseios, desejos, angústias e esperanças... Só assim educamos para a vida.

Sem modéstia, somos o esteio da sociedade. Todos passaram, passarão ou deveria ter passado pelas nossas salas de aula. Políticos, médicos, artistas, engenheiros, empresários etc. Com certeza influenciamos muitas pessoas com a nossa ação, pois numa relação humana, afetamos e somos afetados o tempo todo. Na relação entre professor e aluno esse afeto é muito maior, pois é inerente a ação pedagógica. Nenhum professor passa na vida dos alunos sem deixar marcas, sem afetá-los de alguma maneira, o ideal que este afeto seja positivo.

Mesmo diante de todo o avanço tecnológico, o professor jamais perderá seu papel social de formador. A tecnologia pode ser fria e insensível, e a relação humana é de fundamental importância para que haja uma aprendizagem significativa, dando um novo sentido as tecnologias.

Antes de mais nada ser professor é ter a consciência de ajudar na formação das pessoas, é acreditar num mundo melhor, numa educação para a vida, mesmo sabendo que a realidade muitas vezes não condiz com os bons propósitos.

Ser professor é trabalhar com a pluralidade cultural, social, econômica e religiosa dos alunos, procurando valorizar e respeitar cada um na sua diversidade de brancos, índios, negros, pobres, ricos, se nasceram no Norte no Sul...

Ser professor é respeitar as diferenças, promover espaço para a descoberta do novo, da criatividade, da promoção humana e da cidadania, tornando os alunos protagonistas, levando-os a contribuir efetivamente para a construção de um mundo melhor e não apenas espectadores.

Ser professor vale a pena sempre. Apesar dos baixos salários, da perda de status, da violência nas escolas, desorganização do sistema escolar e familiar.

Hoje o professor deixou de ser o centro, do processo educativo, para ser um mediador, estimulador. O conhecimento deverá ser o centro e o aluno o protagonista. Uma inversão que para muitos professores ainda gera saudosismo. No entanto o que realmente importa é que somos, creio eu a PROFISSÃO das profissões.

Utopia? Pode ser, mas o que seria de nós professores sem essa utopia? Devemos acreditar num mundo melhor, igualitário, solidário. Por fim, o professor deve interagir com o aluno, buscar se aproximar mais dele, estabelecendo vínculos afetivos positivos numa relação de respeito, cooperação e solidariedade. Para que que serve o professor mesmo? Creio que ele serve para apontar caminhos, construir pontes, estimular que cada um desenvolva o seu melhor.

Um comentário:

  1. Amei a matéria! Deus abençoe sua vida! Você é excelente professor, e é claro, afeta positivamente a todos!

    ResponderExcluir